Fluxo de veículos reduz, mas excessos de velocidade se mantêm na capital

Apesar da redução no fluxo de veículos em Teresina durante a pandemia da Covid-19, o número de excessos de velocidade tem se mantido proporcional à quantidade do registro de infrações anterior à pandemia.  De acordo com levantamento feito pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) referente ao mês de março, entre os dias 01 e 19, os excessos de velocidade correspondiam à 46% do total de infrações, já entre os dias 20 e 31 de março, em que o isolamento social foi intensificado, correspondiam à 70% do total de infrações.

Os dados também apontam que o fluxo veicular teve uma redução de 62% na primeira semana do isolamento social pela Covid-19, voltando a crescer 40% na segunda semana de quarentena.

Alyne Costa, gerente de Gestão de Trânsito da Strans, explica que apesar de o fluxo estar reduzido, os excessos de velocidade permaneceram. “O fluxo veicular reduziu, só que os condutores continuaram desrespeitando as leis de trânsito, cometendo excessos nas principais avenidas da capital e aumentando a média de velocidade praticada nas vias”, pontua.

A gerente ressalta, ainda, que de acordo com a deliberação 185 do Contran, não há suspensão dos serviços de fiscalização de trânsito. “Somos um serviço público de fiscalização que envolve a preservação da vida. Uma das formas de garantir a segurança dos nossos condutores e pedestres, é realizando o monitoramento dessas vias, para que assim a população respeite as leis de trânsito e a vida dos teresinenses seja preservada, principalmente durante esse momento difícil que o mundo tem enfrentado. Afinal, quanto menos acidentes, mais leitos de hospitais estarão disponíveis durante a pandemia”, completa.

Segundo o Contran, em termos de fiscalização, estão suspensos apenas os prazos de recursos e de vencimento de documentos, por tempo indeterminado. As medidas previstas na lei devem resguardar o exercício e o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais. 

Estacionar em passeios é a 12ª infração mais cometida na capital

A segurança no trânsito para pedestres está diretamente ligada à acessibilidade, sendo o passeio um dos espaços destinados à circulação exclusiva de pedestres e, em alguns casos, de ciclistas. No ano passado, a 12ª infração mais cometida em Teresina foi o estacionamento de veículos em passeios, um reflexo de que os condutores da capital ainda insistem no hábito de obstruir esses espaços.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) registrou 4.268 infrações referentes à obstrução de passeios por veículos em 2019. A infração é considerada grave, com valor de R$ 195,23.

O gerente de operação e fiscalização da Strans, Denis Lima, pontua que a população costuma confundir o que é passeio e o que é calçada. “O passeio é a parte da calçada que é separada por pintura ou alguma barreira física e deve estar sempre livre de obstruções. O estacionamento em calçadas é permitido, desde que haja um espaço destinado à circulação do pedestre, que, no caso, é o passeio”, explica Denis.

O Código de Trânsito Brasileiro, através da Lei nº 9.503/97, institui que o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito.

Denis alerta ainda para que os condutores façam a sua parte e prezem por um trânsito justo e acessível. “Manter os passeios desobstruídos pode evitar acidentes e até mesmo salvar vidas. Se o pedestre não anda pelo passeio para utilizar a via, ele põe sua segurança em risco”, completa.

Infrações por uso de celular no trânsito sobem 36% em 2019

Houve um aumento de 36% em infrações relacionadas ao uso de celular no trânsito em Teresina. De janeiro a outubro de 2019 foram registradas mais de 6 mil multas na categoria, enquanto que durante todo o ano de 2018 foram mais de 4 mil multas. Os dados são da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

A prática é uma das dez infrações mais cometidas pelos motoristas na capital e a terceira maior causa de mortes no trânsito, de acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

A infração é dividida em três categorias, visto que não é permitido manusear, utilizar e segurar o telefone celular ao volante. Segurar e manusear são consideradas infrações gravíssimas, com multa no valor de R$ 293,47, e utilizar o celular é infração média, no valor de R$ 130,16.

O supervisor dos agentes de trânsito da Strans, Ricardo Braga, alerta para que a população não utilize aparelhos telefônicos enquanto dirige, já que a infração é um risco para condutores e pedestres. “Um momento de distração do condutor põe em risco a vida do motorista e de outras pessoas que estejam utilizando a via. Portanto, alertamos para que a população respeite as leis de trânsito, afinal, essa prática incorreta pode ser evitada”, enfatiza Ricardo.

Ricardo ressalta, ainda, que o uso do celular aumenta as chances do motorista de se envolver em acidentes. “Solicitamos que os condutores fiquem atentos na direção e evitem esse tipo de prática, pois segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o uso incorreto desses aparelhos telefônicos na direção aumenta em cerca de 400% as chances de acidentes”, completa.